Trabalhadores do Terminal da Baía da Guanabara (TABG) da Transpetro cobram uma solução para problemas de infraestrutura da unidade como, por exemplo, no transporte de lanchas. Além disso os trabalhadores que participaram da greve de dezembro/25 estão sendo impedidos de realizarem horas extras
Na manhã de quinta-feira (09/04), trabalhadores próprios e terceirizados do TABG realizaram uma mobilização na troca de turno para denunciar a crescente precarização das condições de trabalho na unidade e da degradação do transporte para os pontos de atracação que compõem o terminal como Ilha D’água, Ilha Comprida, Ilha Redonda e Ponte do Barão.
Os caos das lanchas
Os trabalhadores denunciam o tempo escasso de apenas cinco minutos de espera para o embarque, conforme determinação imposta de forma autoritária pela gerência local. Em todas as gerências anteriores esse tempo era mais flexível. O fato é que a realidade atual é de uma exposição desnecessária aos trabalhadores diante da falta de estruturas básicas para proteção contra a exposição ao tempo chuvoso e ao sol extremo.
É necessário enfatizar o problema que envolve as lanchas sucateadas do TABG, lembrando que assim que assumiu a gestão da Transpetro, no início do Governo Lula, a então nova gestão, em visita ao terminal, prometeu disponibilizar catamarãs para o transporte dos trabalhadores no terminal, mas a promessa nunca se concretizou, mesmo com as cobranças incessantes do Sindipetro-RJ
Grevistas do turno são discriminados em horas extras
Na Ilha D’água, a Transpetro cortou o direito dos trabalhadores de turno, que participaram da greve petroleira, de realizarem horas extras, quebrando assim um acordo informal entre o Sindicato e a gerência local, derrubando um ranking de escalas. Hoje, o trabalhador que só pode fazer hora extra é aquele que furou a greve de 16 dias em dezembro de 2025.
Para além disso, existem várias demandas da CIPA que envolvem a questão da segurança, entre outras, que não estão sendo resolvidas pela direção do terminal, colocando em risco os trabalhadores. Brevemente, o Sindipetro-RJ vai divulgar uma série de itens que englobam a questão da Segurança do Trabalho no TABG.
Trabalhadores cobram um PCCS digno
A mobilização do 09/04 também abordou a situação do novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em que o sistema Petrobrás segue procrastinando, sem apresentar uma proposta sequer.
O Sindicato e a base do TABG vão seguir com as mobilizações, cobrando uma solução para o tema, lutando para que sistema Petrobrás implante um PCCS digno e único para todos os trabalhadores, mantendo o modelo do PCAC. Além disso, não podemos abrir mão das ações judiciais que tratam da questão. Aguardamos que a companhia se sente à mesa de negociações e apresente um plano para a categoria.
Ainda, na mobilização, foram dados informes sobre a situação dos PEDs e dos aposentados do sistema Petrobrás que seguem na luta na busca que a Petrobrás pague suas dívidas com a Petros, em específico para os participantes do PPSP- 1 BD, para quem não repactuou em 2006.
Terceirizados em luta
Outro tema importante pontuado no ato do TABG foi a situação dos terceirizados , que sofrem com a discriminação, tendo seus pisos rebaixados, enquanto a referência da REDUC segue com um piso digno, acima das demais unidades. É nítido que as empresas contratadas que atuam na prestação de serviços rebaixam os salários com a conivência da Petrobrás e das suas subsidiárias.
Foi lembrada a situação da PCI do Brasil, que segue dando calote em seus trabalhadores, não pagando salários, benefícios e rescisões contratuais, sendo extremamente prejudicados, pois ficam com suas carteiras retidas. A PCI Brasil enrola e a Transpetro se exime das suas respectivas responsabilidades não querendo resolver nada.
O Sindipetro-RJ faz todo o esforço para ajudar os trabalhadores da PCI Brasil, conforme aprovado pela diretoria colegiada do Sindicato, e entregou na semana passada 25 cestas básicas para esses terceirizados.
Há também o problema envolvendo os terceirizados da empresa Petromadre que chegaram ficar com os salários atrasados, e que continuam com o vale alimentação em atraso e sem poder usar o plano de saúde, por falta de pagamento da empresa.
A Transpetro encaminhou um ofício para o Sindipetro-RJ sobre os problemas demandados, e que será, posteriormente, respondido pelo Sindicato.