Nas defesa das refinarias, em unidade, FNP e FUP iniciam mobilizações

Por nenhum direito a menos e contra a privatização do parque de refino, FNP e FUP começaram na última quarta-feira (10) um ciclo de mobilizações nas unidades da Petrobrás colocadas à venda pela direção entreguista da companhia.

 

A mobilização desta quarta foi na Rnest (PE), onde estiveram presentes, representando o Sindipetro-RJ/FNP, o diretor Vinicius Camargo e o Sindipetro-LP/FNP, os diretores Fábio Mello e Fábio Farofa. A FNP firmou o compromisso de participar das atividades realizadas pela FUP em suas bases ameaçadas de privatização. Mais do que demonstrar solidariedade, a intenção é fortalecer a construção de atividades unitárias e a campanha reivindicatória da categoria.

“É importante que tenhamos de forma clara, a construção da nossa agenda, FUP e FNP, para a Greve Nacional Petroleira para enfrentarmos essa agenda de entrega. Porque, enquanto estávamos à mesa, a Petrobrás estava entregando a TAG, depois veio mais um anuncio de entrega do setor de  gás, de um sistema que nós criamos há mais de 14 anos, justificando um possível monopólio para entrega aos seus concorrentes. Então é importante que tenhamos de forma bem clara: enquanto não dermos a resposta de forma coordenada com outras categorias , que sofrem com os efeitos,por exemplo, da Resolução 23, que afeta os planos de saúde, e a Resolução 25 , que destrói  nossas aposentadorias, teremos essa empresa vendida e perderemos os nossos empregos. Vão acabar com a Petrobrás integrada e entregá-la de forma fatiada como já começam a fazer. Desta forma, é importante definir a partir da rejeição da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) uma ação para uma Greve Nacional Petroleira que seja uma resposta a todos os entreguistas e a todos que estão ganhando com a privatização e a entrega do Pré-Sal” – disse Vinicius Camargo.

Por isso, representantes da FNP  também estarão presentes nos atos que acontecem neste mês de julho na Repar, em Araucária (PR), no dia 16; na Refap, em Canoas (RS), no dia 17; e na RLAM, em São Francisco do Conde (BA), no dia 19.

 

Desmonte da soberania nacional

Sem licitação, sem passar pelo Congresso Nacional, sem consultar o povo brasileiro, a Petrobrás oficializou no dia 28 de junho o início de um bilionário balcão de negócios com resultados trágicos ao país: metade do nosso parque de refino será vendido ao capital estrangeiro, o que terá como consequência o aumento do já elevado preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Nessa primeira fase, a direção da empresa oferece ao mercado quatro refinarias e todo o ramo de logística integrado às unidades, que envolve 1.506 quilômetros de dutos e 12 terminais para transporte e armazenamento de petróleo e derivados. São elas: RNEST em Pernambuco, RLAM na Bahia, REPAR no Paraná, e REFAP no Rio Grande do Sul. Juntas, representam 40% da capacidade nacional de refino.

A segunda fase, que compreende a privatização da REGAP, REMAN, SIX e LUBNOR e ativos logísticos correspondentes, ainda será anunciada esse ano. E se depender do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, ao menos uma refinaria terá sua venda concluída em 2019. Se para os possíveis compradores trata-se de um negócio vantajoso, como a própria empresa reforça na divulgação aos investidores, para os brasileiros trata-se de um crime de lesa pátria ao facilitar a formação de monopólios privados regionais. Com isso, não é de se surpreender o aumento no preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Destruição da categoria a serviço da privatização

Engana-se quem pensa que nossa campanha reivindicatória não é parte fundamental da venda de ativos levada a cabo pela gestão da companhia. Pelo contrário, a pauta apresentada pela Petrobrás pavimenta a entrega da empresa para a privatização.

Uma campanha reivindicatória bem-sucedida será fundamental para barrar o projeto privatista de Bolsonaro sobre a Petrobrás. Afinal, sabemos que o desmonte da companhia envolve demissões, corte de direitos conquistados na luta e precarização das condições de trabalho. Essa é uma exigência do mercado para atrair “futuros investidores”. Se barramos esses ataques conquistamos uma importante vitória para barrar a venda das refinarias.

Só a mobilização nacional poderá arrancar da direção da empresa uma proposta justa e digna. Os “avanços” contidos na 2ª contraproposta são uma piada de mau gosto da atual gestão.

 

Fonte : Sindipetro-L

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