O Sindipetro-RJ repudia de forma veemente os atos de violência cometidos contra os trabalhadores terceirizados que estão há 10 dias em greve na unidade de refino da Petrobrás no Estado de São Paulo
Um trabalhador que participa do movimento foi agredido nas proximidades da REPLAN por cerca de 15 homens encapuzados após parar seu carro para verificar uma movimentação nas proximidades da refinaria, durante a madrugada desta sexta-feira (26/06).
O nosso Sindicato considera inaceitável que isso aconteça nas dependências da Petrobrás, e exigimos da empresa providências para apurar o episódio de violência, que se configura em terror contra os trabalhadores terceirizados que lutam por seus direitos. Esse tipo de ação abre um precedente perigoso dentro do Sistema Petrobrás.
A direção da companhia não pode compactuar com empresas contratadas que se utilizam desse tipo de recurso para intimidar trabalhadores que lutam dignamente por seus direitos.
Na quarta-feira (24/06), segundo denúncia do Sindipetro Unificado, foi registrada a presença de um grupo de segurança privada que impediu a atuação do sindicato no trabalho de conscientização dos trabalhadores terceirizados.
Diante dos fatos, o Sindipetro-RJ condena veementemente a escalada de violência contra os terceirizados em greve na Refinaria Planalto de Paulínia (REPLAN)!
Pelo que lutam os terceirizados da REPLAN
A paralisação envolve trabalhadores da construção e montagem que atuam na refinaria a partir de empresas terceirizadas. Entre as reivindicações estão reajuste salarial de 9%, melhorias nos benefícios, aumento do vale-alimentação, do café da manhã, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da cesta natalina.
Apesar da determinação judicial que estabelece a manutenção de parte das atividades, os trabalhadores seguem mobilizados diante da falta de avanços nas negociações.
A luta dos trabalhadores terceirizados no RJ
Precisamos estar atentos a essa série de acontecimentos da REPLAN, pois eles ocorrem às vésperas de uma mobilização de greve que acontecerá na segunda-feira (29/06) de trabalhadores terceirizados no Complexo Boaventura. No final das contas, não deixa de ser a mesma luta, e nesse contexto o sinal de alerta está ligado para que não se repitam os episódios da REPLAN no antigo GASLUB. O Sindipetro-RJ está atento para que nenhum direito de manifestação seja suprimido na base do terror e violência dentro do Sistema Petrobrás.
Confira a situação do movimento dos terceirizados no Complexo Boaventura