Petrobrás pode engavetar conclusão do Comperj

Segundo veículos de imprensa, o projeto da refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) corre risco de ser engavetado

De acordo com o apurado pelo editorial, o custo para conclusão do complexo seria de aproximadamente US$ 4 bilhões, incluindo a logística associada para escoamento da produção. Segundo fontes consultadas pela reportagem, a Petrobrás considera o investimento alto, diante da pequena margem de retorno do empreendimento.

Isso mostra a mediocridade da direção da empresa que age para quebrar a integração vertical da companhia, como quando oferta oito de suas refinarias, sendo o primeiro pacote composto por: Refinaria Gabriel Passos ( REGAP), em Minas Gerais; Refinaria Isaac Sabbá ( REMAN), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste ( LUBNOR), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto ( SIX) no Paraná.

Sem contar o abandono das fábricas de fertilizantes – FAFENs localizadas nos estados de Bahia e Sergipe, além da colocação da ANSA (FAFEN-PR) à venda, do esforço desmedido para vender a Liquigás, da privatização da BR Distribuidora, do movimento para sair do setor petroquímico, das vendas de ativos no segmento de biocombustíveis e do feirão dos gasodutos terrestres e marítimos.

A ANP já chegou a publicar que até 2030 o país vai conviver com uma defasagem recorde entre oferta interna e consumo de combustíveis. A projeção é que a importação de combustíveis cresça em até 270% nesse intervalo de tempo. E com tudo isso, o COMPERJ não é interessante?? Se esta sequência de “gestores” que vêm comandando a empresa estivesse na Petrobrás desde os primórdios, não teríamos descoberto uma gota de óleo sequer!

 

Versão do impresso Boletim CLXII

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