Reuniões de Acompanhamento do ACT 2017/19

Nesta terça-feira (12), foram retomadas com a Petrobrás as reuniões de Acompanhamento do ACT 2017/19 que haviam sido suspensas em fevereiro.
A FNP e seus sindicatos filiados discutiram com a Petrobrás no EDICIN, Centro do Rio de Janeiro, na parte desta manhã, uma pauta bem extensa já na primeira reunião sobre Regime de Trabalho:

No preâmbulo, os representantes petroleiros cobraram da Petrobrás fim das perseguições políticas, em específico contra as diretoras do Sindipetro-RJ , Carla Marinho, Patrícia Laier e Moara Zanetti, que perderam suas suas de consultorias e sofreram transferência à revelia, respectivamente. Além disso, as falas cobraram qual o posicionamento da empresa sobre a MP 873 que asfixia financeiramente os sindicatos; explicações sobre a aprovação do Plano de Resiliência, inclusive sobre outro plano de demissões em massa, sendo o mesmo uma adição ao Plano de Negócios e Gestão 2019-23 que amplia ainda mais os desinvestimentos no sistema Petrobrás; impedimento de prática sindical com o impedimento de acesso de diretores sindicais a prédios da empresa, como também a proibição de colocar barracas de sindicalização dentro das unidades; também sobre o impedimento de acesso de diretores já aposentados aos prédios da Petrobrás, entre outros pontos.
A questão da precarização na produção e terminais foi mais uma vez levantada pela FNP que apresentou problemas como redução de efetivos; transferências de voos para Cabo Frio/RJ para funcionários da UO Rio e o UO BS, sendo cobrada a solução para o pagamento isonomico tendo como referência os trabalhadores da base do Norte Fluminense que recebem valores maiores para o Auxilio Deslocamento.

Respostas vazias

Em resposta às demandas apresentadas nesta primeira reunião a representação da Petrobrás mais uma vez apresentou informes lacônicos e evasivos, como por exemplo, nenhuma informação sobre o PIDV anunciado no Plano de Resiliência ou o novo modelo de venda de refinarias, sobre a MP 873 a empresa ainda não tem posição sobre seus efeitos. Algumas questões como o corte do pagamento da HETT, após o posicionamento contrário dos sindicatos a empresa se comprometeu a se posicionar no prazo de 15 dias. Deixamos claro que existe um descumprimento do ACT além de ser uma supressão ilegal desse pagamento, que pode gerar mais um passivo trabalhista. Também a gestão das férias dos empregados dos regimes de turno, exigimos maior transparência e a participação dos sindicatos para que os trabalhadores possam ser ouvidos.
Sobre as perseguições contra as diretoras do Sindipetro-RJ, a representação da companhia informou que não vai rever a decisão dos afastamentos e transferência.
Ainda nesta terça será realizada na parte da tarde a reunião sobre AMS.

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