Sindipetro-RJ denuncia mais um capítulo do descaso administrativo que está imposto na Transpetro e na TBG. No pagamento realizado na segunda (25), o Santander falhou e não efetuou as transferências salariais, deixando os trabalhadores que possuem contas em outros bancos sem receber o pagamento. O Sindicato está cobrando regularização imediata!
Há anos, como parte do avanço da privatização na Transpetro e Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), ambas subsidiárias da Petrobrás, os trabalhadores foram obrigados a aderir ao Santander para receber salários. Quem não aceitava, tinha que recorrer à portabilidade bancária.
Como sabemos a responsabilidade pela falha é do próprio banco, mas a política tanto da Transpetro quanto da TBG, de manter concentrados os pagamentos em uma instituição financeira privada expõe os empregados à insegurança e ao desrespeito.
Então, as gestões atuais das duas empresas também têm responsabilidade nessa ocorrência, porque continuam privilegiando uma instituição financeira privada e inclusive estrangeira como o Santander, conglomerado com sede na Espanha que se fortaleceu no Brasil através desse tipo de parceria.
Descaso com os trabalhadores
Pior ainda é que na Transpetro já nem existe mais a obrigação de receber pelo Santander e a Empresa sequer fez um comunicado amplo aos trabalhadores, tendo a informação praticamente “escondida” no Serviço de Atendimento ao Empregado (SAE). Veja o caminho:
CANAL DO EMPREGADO → CADASTRO DO EMPREGADO → DADOS BANCÁRIOS → ALTERAÇÃO DE DADOS BANCÁRIOS PARA RECEBER CRÉDITO SALÁRIO
- É necessário anexar extrato contendo: Nome, Agência e Conta corrente. Também é importante registrar a solicitação no SAE e anexar o comprovante bancário.
Esconder informações para privilegiar privatistas é forma de ataque aos direitos dos trabalhadores!
Mais exemplos de atuação do Santander no Brasil
“Santander, respeite o Brasil e os brasileiros” – Essa Campanha vem ganhando força nacionalmente desde 2025 após audiências públicas e jornadas de luta contra demissões, metas abusivas e a fragmentação dos bancários em mais de 30 empresas ligadas ao grupo Santander.
O movimento critica o fato de o banco seguir ampliando lucros no Brasil enquanto reduz postos de trabalho e desmonta direitos históricos da categoria.
Os bancários denunciam fechamento de agências, sobrecarga de trabalho, terceirizações fraudulentas, retirada de direitos e transferência de trabalhadores para empresas do próprio conglomerado fora da categoria bancária.
As mobilizações vêm sendo organizadas com protestos em agências, panfletagens e denúncias públicas sobre precarização do atendimento à população.
Para os sindicatos, o banco espanhol tenta enfraquecer a organização da categoria e reduzir custos às custas dos trabalhadores e dos clientes brasileiros.
MPMG multa Santander por práticas abusivas – Em decisão publicada em 8 de abril de 2026, o Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) multou o Banco Santander em R$ 10,7 milhões por práticas abusivas envolvendo empréstimos e cartões de crédito consignados.
A decisão aponta que o banco realizou depósitos sem solicitação dos clientes, utilizou margem consignável sem autorização e omitiu informações essenciais sobre os contratos, induzindo consumidores ao erro, especialmente na modalidade conhecida como “telesaque”, apresentada como depósito em conta, mas que funcionava como crédito de cartão consignado com cobrança de juros.
O órgão afirma ainda que o modelo adotado favorece o prolongamento das dívidas e o superendividamento dos consumidores. A decisão ainda cabe recurso.