Nas embarcações do Campo de Búzios, a Petrobrás promove simulados em período de descanso, com a liderança não permitindo o lançamento de hora extra no período de duração da atividade de trabalho. A empresa alega que não faz o pagamento de horas extras quando realiza simulados a bordo, sendo autorizado o pagamento de horas extras apenas para os membros da brigada
Sindicato oficiou a Petrobrás
O Sindicato recebeu denúncias de vários trabalhadores das plataformas de Búzios de que estão ocorrendo dois simulados de emergência por semana, e muitas vezes eles são realizados no período de descanso dos trabalhadores e a duração ultrapassa os trinta minutos, chegando, em alguns casos, a durar mais de uma hora. Por conta disso, o Sindipetro-RJ oficiou à Petrobrás um pedido de esclarecimentos sobre a situação, através de uma carta ofício (088/2026).
O Sindicato enfatiza que discorda totalmente da interpretação da liderança de Búzios, pois o simulado é um tipo de treinamento rotineiro e normativo cuja realização é exigida duas vezes por semana, e, durante a execução do simulado, o trabalhador tem que seguir ordens das lideranças hierárquicas de bordo; sendo assim, o trabalhador não está mais descansando, mas sim trabalhando efetivamente sob ordens hierárquicas.
Petrobrás descumpre o ACT
Segundo o Sindipetro-RJ, o não pagamento de horas extras para os trabalhadores que participam de simulados a bordo em seu período de descanso configura descumprimento do ACT. Assim, o Sindicato aguarda uma breve resposta por parte do RH a respeito dessa situação, aguardando o agendamento de uma reunião para tratar do assunto.