Na noite de quarta-feira (24/06), a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados em um curto período de tempo. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que foram registradas 20 réplicas de abalos sísmicos
Segundo o balanço oficial apresentado pelo governo venezuelano até o fechamento desta reportagem, são contabilizados 589 mortos e 2.980 feridos. De acordo com agências de notícias, prédios inteiros e casas desabaram em Caracas, a capital da Venezuela, e em outras cidades do país. Equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas mais atingidas, enquanto autoridades alertam que o número de vítimas pode crescer conforme o avanço dos trabalhos de busca.
Regiões mais afetadas
Os maiores danos causados pelos terremotos foram registrados em Caracas, Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. Foram registrados vários desabamentos de edifícios, danos em rodovias, interrupções no fornecimento de energia elétrica, água, gás e falhas nas telecomunicações em diversas regiões do país.
O governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional, suspensão das aulas e atividades não essenciais, criando um Estado-Maior de Contingência para coordenar operações de busca, resgate e assistência humanitária.
Reflexo no Brasil
Os tremores foram sentidos no Brasil nos estados do Amazonas, Pará , Roraima e Amapá. Em cidades como Manaus, Belém e Macapá, edifícios comerciais e residenciais foram evacuados de forma preventiva.
Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), os terremotos dessa magnitude podem ser sentidos a milhares de quilômetros do epicentro, ressaltando que até agora não houve registro de vítimas e danos estruturais no Brasil.
Não bastasse Trump, agora os terremotos
A tragédia sobre a Venezuela ocorre quando o país sofre momentos de incerteza com seu claudicante governo que assumiu sua condição de submissão total ao governo dos EUA e a Donald Trump, que no início de deste ano promoveu uma operação de invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro. A seguir, em capitulação total, o governo da Venezuela entregou para os estadunidenses todo o controle na produção e comercialização de seu petróleo, permitindo também operações militares em seu território.
Como parte integrante da Federação Internacional dos Trabalhadores do Setor Energético e de Hidrocarbonetos da América Latina e do Caribe (Fitehlyc), a FNP soma sua voz à exigência urgente de apoio internacional.
Cobramos do governo brasileiro, na figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como dos demais líderes dos países de nossa região, o envio imediato de ajuda humanitária e suporte estrutural à Venezuela. A integração latino-americana deve se materializar, antes de tudo, na solidariedade concreta em momentos de tragédia.
Diante da situação, o Sindipetro-RJ expressa solidariedade à população venezuelana