Trabalhadores terceirizados de empresas contratadas da Transpetro no Terminal Aquaviário da Baia da Guanabara (TABG) e do CENPES realizam uma paralisação de advertência para reivindicar salários e benefícios atrasados e o não pagamento de rescisões contratuais


Nesta terça-feira (08/07) foram realizadas paralisações de advertência dos trabalhadores terceirizados da LCD, contra a falta de pagamento de salários e rescisões contratuais.
As mobilizações começaram às 6h no TABG (Transpetro) e no CENPES (Petrobrás). Nesta última unidade , cerca de 100 trabalhadores da LCD fecharam uma pista lateral da avenida Horácio Macedo, na Ilha do Fundão, onde fica sediado o CENPES. No TABG, os trabalhadores terceirizados não entraram para trabalhar no terminal.
Calote nos terceirizados e bolso cheio para acionista
A recorrência de atrasos e calotes aos trabalhadores está sendo naturalizada pela gestão do sistema Petrobrás. Enquanto a empresa nos últimos seis anos distribuiu mais de R$ 500 bilhões em dividendos para os mega acionistas da empresa, às custas do esforço de seus trabalhadores próprios e terceirizados, uma verdadeira exploração!
É inconcebível que o sistema Petrobrás, composto por empresas subsidiárias, como a Transpetro, celebre contratos vultosos com empresas que sistematicamente submetem seus trabalhadores á situação de penúria.
Sindipetro-RJ apoia luta dos terceirizados
O Sindipetro-RJ segue dando apoio aos trabalhadores e cobrando da Petrobrás uma solução para a situação, junto com o Sintraconst-Rio.
“A Petrobrás precisa ser mais criteriosa na hora de formalizar esses contratos com essas empresas caloteiras, já estamos perdendo a conta de tantas situações de atrasos e calotes no pagamento de indenizações” – disse JP Nascimento, diretor do Sindipetro-RJ