Uma proposta para o petroleiro chorar de nervoso

A segunda proposta do TST mais uma vez consolida a retirada de direitos

Mais uma vez a proposta não garante nem a reposição da inflação do período, isto é, na contramão da maioria das negociações de 2019 (mais de 74% delas) que repuseram a inflação ou garantiram aumento real. É importante lembrar que nos três trimestres apurados de 2019 a empresa obteve um lucro líquido de R$ 32 bi, 35,02% maior que o do mesmo período de 2018.

E você companheiro petroleiro acha justo isso?

Apesar da manutenção da relação 70×30 na AMS, você corre o risco de ficar “doente” por conta da direção da empresa embutir o discurso de que há déficit no plano. Pois a aplicação do índice Va­riação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), servirá como artifício para a Petrobrás alegar um falso déficit para justificar um equacionamento e um rea­juste da relação 70×30.

Para a implantação do Banco de Horas será criada uma comissão paritária que enquanto nada for acordado neste período vai valer o seguinte: a inserção do Banco de Horas de duas horas que ex­trapolarem a jornada de trabalho, que excedido o limite de duas horas, metade do que você trabalhou vai para o mesmo Banco de Horas e a outra meta­de será paga. Isso quer dizer, meu caro petroleiro, que se você trabalhar por quatro horas além da sua jornada receberá apenas por uma das horas extras trabalhada. Está bom para você?

Pior, continua a redução do valor pago na hora extra turno feriado de 100% para 50%. E a diminui­ção do valor pago na passagem de turno de 100% para 75%. E no “passa a faca”, a direção da Petrobrás segue com o fim das inscrições no Programa Jovem Universitário em setembro/2019; fim do auxílio Amazonas para novos empregados ou para quem já não o recebe; fim da garantia do adiantamento do 13º salário em fevereiro; transformação da gra­tificação de férias em abono, sem reflexo em Petros, INSS e FGTS; fim do fundo garantidor para contra­tos de terceirização; fim da Comissão de Anistia.

Precisamos de mais motivos para rejeitar a proposta?

 

Versão do impresso Boletim CLIX

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