Dia Nacional de Lutas, 10 de novembro: trabalhadores dizem não às reformas de Temer

“Estamos enfrentando um dos maiores desafios para os trabalhadores e temos que, de forma radicalizada, buscar a necessária unidade para juntos barrarmos as reformas capitalistas de Temer. Daí a importância de construirmos uma nova greve geral, como a de 28 de abril”. Em tom de desabafo, a declaração do professor Roberto Simões, da rede pública de educação, resumiu o sentimento dos milhares de trabalhadores que ocuparam o Centro do Rio na noite desta sexta-feira (10), como parte do Dia Nacional de Protestos, Lutas e Paralisações contra as reformas trabalhista e previdenciária e o desmonte de estatais.

A passeata, organizada pelas centrais sindicais, percorreu a avenida Rio Branco até a  Cinelândia . “Derrubar essas reformas é decisivo para o avanço das lutas da classe trabalhadora. Elas significam o aumento da exploração, que é a estratégia sempre usada pelos capitalistas em momentos de crise. É a mesma lógica que a Petrobrás está utilizando nas negociações do ACT deste ano. Não podemos aceitar a perda de direitos”, afirmou o petroleiro Coaracy Guimarães, da direção do Sindipetro-RJ.

Petroleiros fazem atraso de duas horas

O Dia Nacional de Mobilizações contra as privatizações das estatais, as reforma Trabalhista e da Previdência promovidas pelo governo de Michel Temer e ‘Por nenhum Direito a Menos’ começou cedo mobilizando os petroleiros nos terminais de abastecimento de Angra dos Reis – Terminal da Baía de Ilha Grande (Tebig) e no Terminal Baía de Guanabara (TABG) em que foram realizados atrasos na entrada e parada na troca de turnos, iniciados a partir de 7h, entre em várias bases da Petrobrás no Estado e Município do Rio do Janeiro, como, por exemplo, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) que contou com uma mobilização realizada por trabalhadores terceirizados.  “Precisamos denunciar o que está acontecendo com os nossos direitos, estamos de luto contra a reforma Trabalhista. Se não resistirmos seremos assacrados amanhã, a Petrobrás está tentando aplicar a reforma Trabalhista na gente com corte de fetivos de turno,redução de horas e retirada de benefícios. Ou nos unimos agora ou vai tudo para o brejo.” – disse João Paulo Nascimento, diretor de base do Sindipetro-RJ, lotado no TABG, na Ilha do Governador.

A mobilização com atraso durou 2 horas e contou com mais de 200 trabalhadores entre efetivos e terceirizados que sofrem com a realidade de redução de salários na Petrobrás já por conta da reforma Trabalhista. A greve nacional petroleira já está em debate nas bases e já começa a tomar corpo com a realização de assembleias para organizar o movimento.

A partir de 8h, trabalhadores fecharam uma pista da avenida Francisco Bicalho, Região Central do Rio, sentido Centro, queimando pneus. Cerca de150 pessoas participaram do ato, mais uma vez reprimido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro que utilizou spray de pimenta e deteve dois manifestantes.

A partir das 13h, nova manifestação, desta vez em frente à Prefeitura do Rio de Janeiro. Ao longo do dia servidores públicos estaduais das áreas de segurança, saúde, educação e universidades públicas, além de trabalhadores da Cedae, realizaram atos.

Às 14h a Federação Nacional dos Petroleiros participou de uma reunião com o RH da Petrobrás para conhecer a nova proposta da empresa para o ACT.

O Dia Nacional de Lutas foi convocado e organizado pelas centrais sindicais, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entre outras entidades.

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