É hora de construirmos um movimento e calendário unificado de mobilizações!
Sobre o PCCS
Em janeiro deste ano de 2026, a FNP enviou uma carta oficial à Petrobrás solicitando uma reunião para debater o Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) no sistema Petrobrás. Passado já um semestre, a direção da empresa não enviou qualquer retorno, mostrando total descaso com seus trabalhadores e trabalhadoras. Até o momento, sequer se sabe quais são as condições mínimas da empresa para o início de uma negociação.
A Petrobrás não está cumprindo nem o acordo firmado com os sindicatos que suspenderam suas ações judiciais. Diante desse cenário, é preciso que a categoria se mobilize para conseguir alguma resposta real da direção da Petrobrás. A categoria não pode ficar parada esperando pelas eleições e por um novo governo. A empresa tem em mãos a proposta unificada das duas federações (FNP e FUP) há mais de ano e até hoje a resposta segue sendo a tática “enrolativa”.
O Sindipetro-RJ pretende convocar, em breve, um novo seminário sobre PCCS para planejar e detalhar as demandas e organizar as mobilizações que devem começar nas próximas semanas , aperfeiçoando ainda mais a nossa proposta. Nos próximos dias, vamos disponibilizar mais conteúdos sobre o tema. Acesse aqui a proposta construída pelas federações, que está com a Petrobrás há mais de um ano.
Plano de Aceleração de carreira
O Sindipetro-RJ tem reiteradamente colocado a necessidade de um plano de aceleração júnior da carreira. Os novos trabalhadores do Sistema Petrobrás, os “Entrantes”, têm questionado o Sindipetro-RJ sobre o novo plano de carreiras. Reforçamos que este PCCS deve levar em consideração a questão das reparações, entre outros pontos cruciais da nossa proposta. O plano também precisa contemplar os trabalhadores “topados” ou em situação de ranking médio — aqueles que estão no limite de suas carreiras e sofrem com uma matriz de priorização que acaba forçando a desaceleração profissional.
Petrobrás, cadê o processo de avanço de nível ?
O Sindipetro-RJ cobra o início do processo e divulgação do calendário a princípio previsto para junho e cujo pagamento deveria ser realizado em julho!
Ainda nesse contexto cobramos também o início das negociações para um novo acordo de PLR para o ano de 2027.
A luta pelo fim dos equacionamentos na Petros
É importante pontuar que a proposta que envolve a migração não atende aos aposentados participantes e assistidos.
A Petrobrás não cumpre o que havia prometido na Comissão Quadripartite, que era a apresentação de uma proposta concreta para solucionar os equacionamentos. Essa promessa, inclusive, foi utilizada de forma demagógica pela FUP para justificar o fim da greve histórica de dezembro de 2025. Até o momento, o Fórum em Defesa dos Participantes da Petros informa que não há proposta consensual, e a companhia se recusa a divulgar o montante que irá dispor para pagar sua dívida com o PPSP-1.
Por isso, além do PCCS, a mobilização pelo fim dos equacionamentos da Petros vai exigir a construção de um calendário forte de mobilização dos ativos, aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás.
Esses dois eixos centrais foram apontados como fundamentais no Seminário de Gestão promovido pelo Sindipetro-RJ no início de maio de 2026.
Diante da avaliação dos desdobramentos, convocamos a categoria para as ações que estamos promovendo. No caso dos PEDs (Planos de Equacionamento de Déficit), reforçamos o chamado para a campanha “Aposentado Presente nos Bairros” (APB), iniciativa que visa esclarecer dúvidas de participantes e assistidos sobre a situação financeira da Petros e os encaminhamentos das mobilizações.