Assembleias a caminho da greve

O contexto do anúncio da privatização de quatro refinarias (duas no Nordeste e duas no Sul do país), além de 12 terminais da Transpetro e o fechamento das Fafens e as eminentes demissões foram o estopim para as mobilizações deflagradas e a realização das assembleias pelas bases da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

É, sim, uma guerra declarada pelos petroleiros e demais trabalhadores ao projeto neoliberal baseado no desmonte do Estado e na destruição de sua função social. A privatização dos serviços públicos e das empresas estatais como Eletrobrás, Correios e Petrobrás, CEDAE e desnacionalização da EMBRAER são pontos-chave da “bíblia neoliberal”. Por conta disso, os petroleiros das bases da FNP reagem.

Aqui no Rio, a mobilização ocorre a partir do calendário de lutas aprovado no último dia 9, durante Plenária Nacional ampliada, articulada pela FNP com a presença de petroleiros de base, oposições e outras entidades.As assembleias estão aprovando massivamente o Estado de Greve como preparação para a greve geral petroleira. Participe da assembleia em sua base!

Amanhã, quarta, (23), no EDISEN mais um ato contra o desmonte da Petrobrás, às 12h30

A convocação é para que todos compareçam de preto, conforme ocorrido no protesto de quarta-feira, 16, (foto) em protesto contra a venda de refinarias, dutos, terminais, FAFENS, campos terrestres e retirada de direitos dos trabalhadores da Petrobrás, e também contra os ataques ao fundo de pensão Petros.

“A Petrobrás é uma empresa integrada que gera valor, lucro, independentemente do preço do petróleo no mercado internacional. No mundo, as empresas que são integradas obtêm seus maiores lucros a partir da área de refino e distribuição. A geração de caixa da Petrobrás é pujante, acima de US$ 25 bi por ano, independentemente do preço do barril do petróleo estar acima de US$ 100, como ficou três anos e meio, ou em patamares mais baixos” – diz Felipe Coutinho, presidente da AEPET.

Com o anúncio da venda das refinarias, cai por terra o discurso da direção da empresa que dizia vender ativos para pagar dívidas. “O Pedro Parente e a direção da Petrobrás assumiram publicamente a intenção de acabar com o suposto monopólio da Petrobrás no setor de refino. Esse monopólio não existe, pois foi quebrado em 1997 no governo de FHC. Essa direção está entregando 25% do mercado de refino aos concorrentes que não investem um centavo na construção de qualquer refinaria no Brasil”, fala Natália Russo, diretora da FNP e do Sindipetro-RJ.

 

Versão do impresso boletim 71

 

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