Vitória contra o genocídio: Brasil registra em 2025 nenhuma exportação direta de petróleo para Israel

A atuação organizada da sociedade civil, das entidades sindicais e dos movimentos sociais provou a sua força. A ampla campanha contra o envio de petróleo brasileiro para Israel inibiu a venda direta de petróleo para esse enclave em 2025, demonstrando que a estratégia do Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS) continua sendo uma ferramenta fundamental de pressão política e luta contra o apartheid israelense contra os palestinos.

Campanhas como “Nenhuma Gota de Petróleo para Israel”, realizada pelo Sindipetro RJ e outros movimentos sociais em 2025 resultaram que nesse mesmo ano nenhum barril de petróleo foi exportado diretamente para Israel. 

Durante o governo Bolsonaro houve, “naturalmente”, um verdadeiro salto nas exportações para Israel. Em 2024, já sob Lula, relatórios de comércio exterior e levantamentos de ONGs internacionais (como a Oil Change International) apontaram a continuidade de remessas de óleo cru brasileiro para portos israelenses, chegando até mesmo a aumentar fortemente em 2024, aumentando expressivos 51%. Ou seja, em pleno curso do genocídio em Gaza o Brasil aumentou o envio de petróleo a Israel por vias diretas ou indiretas.

A gravidade dessa situação foi exposta internacionalmente. O relatório da ONU assinado pela relatora Francesca Albanese apontou a Petrobrás como parte integrante da cadeia de abastecimento que sustenta a ocupação, o apartheid e o genocídio em território palestino, colocando o Brasil como o quarto maior fornecedor de petróleo cru ao Estado de Israel.

Essa campanha de denúncia aliada a nossa luta gerou mudanças, mas isso não quer dizer que o problema da exportação do nosso petróleo para o genocídio deixou de existir. Investigações recentes apontam para novas formas de triangulação, como indícios de que o petróleo esteja passando pela região da Sardenha, na Itália, antes de seguir para Israel, em uma tentativa clara de dificultar a identificação do seu destino final.

É preciso seguir na luta. Exigirmos:

– Que o Estado brasileiro e as empresas exportadoras realizem devida diligência das rotas e garantam que não haja petróleo brasileiro chegando a Israel;

– Auditoria independente das rotas e dos destinos finais do petróleo exportado pelo Brasil;

– Proibição expressa de exportar petróleo e energia para Israel — como já fez a Colômbia com o carvão.

Palestina livre do rio ao mar! Pelo fim do genocídio, do apartheid e da ocupação colonial de Israel na Palestina. 

 

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