Governo Lula, eu quero ver: demarcação acontecer!

Ato em defesa dos povos indígenas toma as ruas do Centro do Rio

Convocado em solidariedade aos povos indígenas contra a violência política pós-eleições, o ato organizado, convocado e dirigido por organizações indígenas contou com a presença expressiva de movimentos sociais, sindicais e organizações políticas da esquerda. A manifestação, que se concentrou na Candelária e saiu em passeata até a Cinelândia, foi um grito coletivo de solidariedade e em defesa da demarcação de terras. Dentre as pautas, somou-se a luta pelo fim do marco temporal e a campanha do recém criado Exército dos Povos Indígenas: “Assina, Lula!”’, com a exigência para que o presidente homologue imediatamente as 73 Terras Indígenas que já passaram por fases avançadas de reconhecimento, incluindo portarias declaratórias do Ministério da Justiça, e que aguardam apenas a assinatura da homologação.

A derrota de Flávio Bolsonaro e a reeleição de Lula desencadearam retaliações violentas da extrema direita contra os povos indígenas, violências essas infelizmente nada novas e bastante documentadas pelos povos indígenas, mas que deram um salto nas últimas semanas, com mais agressões físicas, invasões de territórios e perseguições. O Sindipetro-RJ repudia esses crimes e exige punição rigorosa aos mandantes e executores.

O ato realizado foi organizado, chamado e dirigido por coletivos e organizações indígenas, como a Pluriversidade Indígena Aldeia Maracanã. Presentes no ato estiveram diversas organizações do campo da esquerda do Rio de Janeiro, como o Sindipetro RJ, o SintUFF, a CST, o PCB, PCBR, MRT, FAD (Federação Anarquista Domingos Passos), ATB (Assembleia dos Trabalhadores de Base) MEPR, Resistência Popular, Revide-PSOL, Juntos-PSOL, Movimento Feminista Popular, Liga Anti-imperialista Internacional (LAI), entre outros.

É preciso seguir unificando essa trincheira com a classe trabalhadora, a juventude e todos os setores oprimidos do país com a força da luta histórica dos povos originários para arrancar a demarcação imediata das terras pendentes, exigir a proteção integral das comunidades e avançar nas lutas do povo brasileiro.

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